O Irã anunciou a reabertura total do Estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas pela SIC Notícias. A medida foi tomada após um cessar-fogo com o Líbano, conforme relatado pela UOL Notícias. A CNN Brasil confirmou que o país liberou a passagem de navios comerciais pelaVia aquática estratégica.
Por outro lado, os Estados Unidos afirmaram que continuarão com o bloqueio naval mesmo após a reabertura do estreito pelo Irã, conforme declarado pelo presidente Donald Trump e riportado pela G1. Essa decisão ocorre após o fracasso das negociações de paz entre os dois países em Islamabad, no Paquistão, no dia 11 de abril de 2026.
A reabertura do Estreito de Ormuz teve impacto positivo nos mercados financeiros, com o Ibovespa registrando alta após a confirmação iraniana, conforme informado pela VEJA. O estreito, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, é uma rota vital para o comércio global de energia, tendo cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás natural passando por ele antes do conflito.
O bloqueio naval dos EUA, iniciado em 13 de abril de 2026, envolve pelo menos 15 navios de guerra, segundo fontes não identificadas citadas pelo The Wall Street Journal, conforme mencionado em matérias da USA TODAY. A medida aplica-se a todas as embarcações, independentemente da bandeira que ostentam, conforme noticiado pela Reuters. A OTAN decidiu não se juntar ao bloqueio liderado pelos Estados Unidos.
O Irã havia fechado o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel iniciados em 28 de fevereiro de 2026, o que levou ao encalhamento de centenas de petroleiros no Golfo e provocou aumento nos preços globais de energia. As negociações em Islamabad falharam devido a desentendimentos sobre o programa nuclear iraniano, o apoio do Irã ao Hamas e ao Hezbollah, e a exigência estadunidense de que Teerã reabrisse o estreito sem cobrar pedágios.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio ao bloqueio naval dos EUA e reiterou o compromisso de continuar os combates no Líbano, em preparação para novas conversações de paz em Washington.
