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UE: Fin de la prohibición de coches de combustión en 2035

by Editora de Negocio

Alemanha e Itália conseguiram impor a Comissão Europeia a flexibilizar as metas de emissões para veículos a combustão interna após 2035. A decisão contraria a posição inicial de França e Espanha, que defendiam a manutenção do prazo para o fim dos carros com motores térmicos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discursou durante a cerimônia de abertura da feira industrial Hannover Messe, com foco na produção neutra em carbono, Indústria 4.0, energia para a indústria, inteligência artificial, hidrogênio e células de combustível, em Hanôver, Alemanha, em 21 de abril de 2024. REUTERS/Annegret Hilse/File Photo

A mudança representa uma vitória para Berlim e Roma, que exerceram pressão sobre a Comissão Europeia, juntamente com os principais fabricantes automotivos europeus. O chanceler alemão, Friedrich Merz, argumentou que “a realidade é que haverá milhões de carros térmicos em todo o mundo em 2035, 2040 e 2050”.

Manfred Weber, líder do Partido Popular Europeu, também considerou que a proibição dos veículos térmicos seria um “sério erro de política industrial”. Em contrapartida, Madrid e Paris defendiam que o futuro da indústria europeia seria “elétrico” e que a meta original “não deveria ser questionada”.

A legislação de 2023 estabelecia que, a partir de 2035, as vendas de carros e vans na União Europeia deveriam ser livres de emissões. A Associação Europeia de Construtores Automóveis (ACEA) manifestou satisfação com a nova proposta, afirmando que ela “reconhece a necessidade de mais flexibilidade e neutralidade tecnológica para tornar a transição verde um sucesso”. Sigrid de Vries, diretora-geral da ACEA, destacou que a mudança é “uma grande evolução em comparação com a lei atual”.

No entanto, a ACEA ressalta que “o diabo está nos detalhes” e que a associação irá analisar o pacote de propostas e trabalhar com os colegisladores para reforçar os pontos que considerarem necessários. A associação também pediu “medidas decisivas para facilitar a transição”, incluindo a revisão das metas para veículos leves e comerciais até 2030.

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Com a nova proposta, os fabricantes deverão reduzir em 90% as emissões dos novos veículos a partir de 2035, compensando os 10% restantes através do uso de biocombustíveis, combustíveis sintéticos ou aço de baixo carbono produzido na UE. Dessa forma, veículos híbridos plug-in, híbridos, EREV (veículos 100% elétricos com um pequeno motor a gasolina) e veículos a combustão interna continuarão a desempenhar um papel no mercado, juntamente com os veículos totalmente elétricos e movidos a hidrogênio.

Os fabricantes também terão direito a “super-créditos” para os pequenos carros elétricos produzidos na UE, incentivando a oferta de modelos mais acessíveis. O pacote de medidas revisa as regras de emissões de CO2 para veículos leves e comerciais, além de propor uma iniciativa para descarbonizar as frotas corporativas, com metas nacionais para veículos de emissão zero ou baixa.

“Inovação, mobilidade limpa e competitividade foram nossas principais prioridades nos diálogos com o setor automotivo, a sociedade civil e as partes interessadas. Hoje, estamos resolvendo esses desafios. À medida que a tecnologia transforma rapidamente a mobilidade e a geopolítica altera a competição global, a Europa continua na vanguarda da transição para uma economia mais limpa”, afirmou Ursula von der Leyen.

Qualquer alteração final deverá ser aprovada pelos países da UE e pelo Parlamento Europeu. A pressão das marcas chinesas de carros elétricos, como a BYD e a Tesla, sobre a indústria automotiva europeia, levou empresas como Volkswagen e Stellantis a buscar a flexibilização das metas.

A revolução elétrica tem sido liderada por empresas fora da UE, como a americana Tesla e a chinesa BYD. As marcas europeias buscam ganhar espaço, mas enfrentam desafios como preços mais elevados, menor autonomia e a falta de infraestrutura de carregamento. A imposição de tarifas sobre os carros chineses pela Europa, embora vise proteger a indústria local, pode dificultar o acesso dos consumidores europeus a modelos mais competitivos.

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